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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sem autoridade não há gestão

Sem conceitos não nos entendemos. Se eu falar “avião”, você sabe que é um objeto inventado pelo homem, mais pesado que o ar e que voa, mas às vezes cai.  Por incrível que pareça existem aspectos fundamentais da gestão onde não se tem conceitos postulados universalmente.
Por exemplo, o que é um gerente?
A definição mais precisa que encontrei foi do psiquiatria e pesquisador organizacional inglês Elliott Jaques, na qual ele afirma que “gerente é aquele que recebe uma tarefa e ser realizada e que delega o trabalho, mas não a responsabilidade.”
Isso parece simples de colocar em prática, mas não é. Pois, para ser responsável por algo, o gestor tem de ter autoridade, senão ele vai se frustrar. Na verdade tem de ter 4 tipos de autoridades: autoridade para vetar um colaborador que entre em sua equipe e não preencha os critérios que ele considera ideais,  autoridade para atribuir tarefas aos colaboradores, para avaliar o desempenho, e para removê-los de sua função quando achar necessário.
A próxima questão é quem vai atribuir esta autoridade para o gestor? Neste caso é o gestor acima dele, apoiado pela cultura e processos da empresa. Esta questão passa por um amadurecimento à medida que uma empresa aumenta de complexidade. No início, o dono da empresa é seu único gestor, é que tem a autoridade de dizer sim ou não às tarefas do dia-a-dia. Na segunda etapa do amadurecimento, o dono delega ao gestor a autoridade de dizer não, mas não de dizer sim. O risco aqui é a empresa entrar em um estágio onde somente pouquíssimos podem dizer sim e muitos podem dizer não, ou seja, muitos gerentes ocuparão o cargo, mas não terão a autoridade.
Como está o nível de autoridade dos gestores de sua empresa?
Um sistema no qual o gestor não tenha as 4 autoridades, certamente vai gerar uma série de problemas que muitas vezes acabarão sendo atribuídos à personalidade deste gerente.
Criar processos que apóiem as decisões é fundamental, pois, desde quando o mundo é mundo, os seres humanos querem mudar a sua natureza, ao invés de tentar contorná-la.
Vamos dar um exemplo, um banco asiático descobriu que quando um gerente realizava um empréstimo para um cliente e este se tornava inadimplente, o gerente tendia a refinanciar o empréstimo com muita facilidade, acredita-se como um mecanismo de defesa, para não assumir que tenha errado em sua avaliação inicial de emprestar. Ou seja, ele pensa algo como “vou insistir no erro para ver se acerto”.   Como poderíamos abordar este problema, alguns, eu diria a maioria, iriam propor submeter o gerente a um treinamento.
Primeiramente devemos lembrar que este comportamento é parte da natureza humana, se apegar às perdas, conforme foi demonstrado pelo ganhador do Premio Nobel de Economia de 2002, e considerado o maior psicólogo vivo, Daniel Kahneman, criador da Teoria do Prospecto.
O banco fez o seguinte, sempre que uma situação desta surgia, o refinanciamento somente poderia ser feito por um outro gerente, que não tinha nenhum compromisso com a decisão inicial do primeiro gerente, assim ele criou um sistema que respeitou a natureza humana de se apegar às perdas, sem ter prejuízo financeiro.
Não tenho duvida de que o capital intelectual é o grande diferencial das empresas modernas, mas quantos problemas estão relacionados a um conjunto de processos que desconsideram a natureza humana, muito mais que a traços de personalidades dos indivíduos.
Procure criar em sua empresa processos que levem em consideração a natureza humana, para assim atingir os resultados desejados a um custo menor.  Caso queriam saber mais sobre este modelo, procure por livros sobre economia comportamental.

*Frederico Porto é psiquiatra, nutrólogo e professor convidado da Fundação Getúlio Vargas e Fundação Dom Cabral. Atua também como coach e consultor de empresas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Insubstituível

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. 

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" . 

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. 

Ninguém ousa falar nada. 

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido: 

- Alguma pergunta? 

- Tenho sim. 

-E Beethoven ? 

- Como? - o encara o diretor confuso. 

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven? 

Silêncio.....

O funcionário fala então: 

- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. 

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc... 

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências' . 

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ... 

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. 

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos. 

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças. 

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível" 

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá! 

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso." 

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito. ..". 
É bom para refletir e se valorizar!

Um bom dia..... insubstituível!!!!!
 "O homem inteligente está sempre aberto a novas idéias. Na verdade, ele as busca." - Provérbios, 18:15 
 


Conheça os sete hábitos dos profissionais altamente eficazes

Alguns profissionais se destacam mais do que os outros no mercado de trabalho porque são considerados eficazes. Segundo o diretor de Conteúdo e Facilitação da Franklin Covey, Luciano Meira, estas pessoas transmitem uma imagem de maturidade.
“A eficácia pode ser definida como maturidade. Este profissional sabe ouvir os outros. A sua relação interpessoal é bem trabalhada, por isso ele sabe conviver, construir e negociar, o que faz com que esta pessoa esteja sempre mais perto do resultado”, explica o especialista.
Conhecimento técnicoMeira afirma ainda que, para que um profissional seja considerado altamente eficaz, é necessário que ele tenha conhecimento técnico. Entretanto, só isso não é o suficiente. “Foi-se o tempo em que o profissional era considerado o melhor por causa do seu conhecimento. Isso é facilmente substituível. Atualmente, o que diferencia um profissional é o seu comportamento”, explica o especialista.
Para tornar-se eficaz, é necessário desenvolver alguns hábitos, que, de acordo com Meira, podem levar um determinado tempo, já que, para se tornar um hábito, as atitudes devem ser repetidas até serem naturais. “Este hábito, depois de estabelecido, continua automaticamente”, diz.
HábitosMeira aponta os hábitos que tornam um profissional eficaz. As dicas abaixo foram desenvolvidas pelo consultor Stephen R. Covey e publicadas no livro “Os sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” (Ed. Best Seller). Confira abaixo:
  1. Ser proativo: ter iniciativa, pegar para si as responsabilidades;
  2. Ter visão: saber definir missão e valores. Fixar nas metas pessoais e profissionais;
  3. Ter foco: focar nas atividades mais importantes;
  4. Ganha-Ganha: ter capacidade de negociar. Lembrar-se de que os benefícios devem ser para ambas as partes;
  5. Saber escutar: procurar entender as outras pessoas, não ver somente o seu lado. Procurar trabalhar a comunicação interpessoal;
  6. Criar sinergia: buscar trabalhar com pessoas diferentes. A adversidade é uma fonte de inovação;
  7. Afinar o instrumento: o auto desenvolvimento deve ser contínuo em todos os sentidos. É importante atingir o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Foco nos negócios… Você consegue manter?

As pessoas estão sempre preocupadas com seus próprios problemas e nem sempre faz parte de suas prioridades perceber o que é melhor para o grupo e para a empresa. É possível melhorar isso.

Manter o foco nos negócios é um desafio constante nos dias de hoje. Com a avalanche de informações e atividades a nos assolar, fica difícil diferenciar o que é prioridade e o que vai dispersar a energia. É primordial manter o foco, se você espera alcançar o sucesso em qualquer empreendimento.
Qualquer negócio precisa de foco e rumo. Conhecendo seu objetivo fica mais fácil definir o foco e saber diferenciar entre as atividades prioritárias e as atividades dispersivas. Manter o foco é saber distinguir entre prioridades e dispersão.
A regra de Pareto nos diz que 20% de que fazemos traz 80% dos resultados, enquanto dedicamos 80% do nosso tempo para realizar os 20% restantes.
Uma vez que você tome consciência desse desequilíbrio em sua vida, pode aprender a delegar e automatizar as tarefas “desimportantes” para se dedicar àquelas que de fato são prioritárias.
Qualquer pessoa pode aprender a manter o foco, e na verdade pode ser bastante divertido. É só manter um ‘diário de bordo’. Na primeira página, defina em detalhes seu objetivo, e partir daí, reserve, pelo menos, cinco minutos por dia para atualizá–lo.
Este diário pode ser um elemento poderoso de sua estratégia. Use–o como agenda, preparando e priorizando suas atividades e como um diário, anotando os resultados dos acontecimentos.
Quando você precisa distinguir entre diferentes ações para definir qual é a sua prioridade, você pode se perguntar:
– Qual alternativa me aproxima mais de meu objetivo?
– Existe alguma outra atividade que me aproxima ainda mais do meu objetivo ou que requer menos recursos (tempo, dinheiro, etc)?
– Esta atividade é importante ou urgente? Dica: procure realizar o que é importante antes que se torne urgente.
Responder estas questões é meio caminho andado. O dilema é que não estamos sozinhos e se o restante da equipe não mantém o foco e não sabe definir as prioridades, fatalmente vai acabar dispersando os recursos.
Como líder, você precisa saber motivar seu time e preparar as pessoas para definirem, elas mesmas, suas prioridades.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A PAZ

Certa vez houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a paz.

Ficaram, dentre muitos, três finalistas igualmente empatados.

O primeiro retratava uma imensa pastagem com lindas flores e borboletas que bailavam no ar acariciadas por uma brisa suave.

O segundo mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve em meio ao azul anil do céu.

O terceiro mostrava um grande rochedo sendo açoitado pela violência das ondas do mar em meio a uma tempestade estrondosa e cheia de relâmpagos.

Mas para surpresa e espanto dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro, o que retratava a violência das ondas contra o rochedo.

Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos, questionaram o juiz que deu o voto de desempate:

- Como este quadro tão violento pode representar a paz, Sr. Juiz?

E o juiz, com uma serenidade muito grande no olhar, disse:

- Vocês repararam que em meio à violência das ondas e à tempestade há, numa das fendas do rochedo, um passarinho com seus filhotes dormindo tranqüilamente?

E os pintores sem entender responderam: sim, mas...

Antes que eles concluíssem a frase, o juiz ponderou:

- Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que mesmo nos momentos mais difíceis nos permite repousar tranqüilos.

Talvez muitas pessoas não consigam entender como pode reinar a paz em meio à tempestade, mas não é tão difícil de entender.

Considerando que a paz é um estado de espírito podemos concluir que, se a consciência está tranqüila, tudo à volta pode estar em revolução que conseguiremos manter nossa serenidade.

Fazendo uma comparação com o quadro vencedor, poderíamos dizer que o ninho do pássaro que repousava serenamente com seus filhotes, representa a nossa consciência.

A consciência é um refúgio seguro, quando nada tem que nos reprove. E também pode acontecer o contrário: tudo à volta pode estar tranqüilo e nossa consciência arder em chamas.

A consciência, portanto, é um tribunal implacável, do qual não conseguiremos fugir, porque está em nós.

É ela que nos dará possibilidades de permanecer em harmonia íntima, mesmo que tudo à volta ameace desmoronar, ou acuse sinais de perigo solicitando correção.

Sendo assim, concluiremos que a paz não será implantada por decretos nem por ordens exteriores, mas será conquista individual de cada criatura, portas à dentro da sua intimidade.


 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Hora de brincar, estudar e trabalhar...


Empresas inovadoras são locais de se trabalhar, estudar e se divertir. Essa é a diferença que faz a diferença na gestão de pessoas.

Quando criança, sempre ouvia os mais velhos dizerem: "Hora de brincar é de brincar, hora de trabalhar é de trabalhar, hora de estudar é de estudar...". Essa orientação sempre serviu para as crianças entenderem que cada coisa tinha seu momento certo. Ninguém podia, mesmo que insistisse, ficar brincando na rua na hora de fazer as tarefas de escola ou limpar o jardim. Era comum ouvir os pais chamando os filhos que se divertiam com os amigos no playground para os ajudarem em algumas tarefas domésticas.

E assim, com essas constantes recomendações, a gente foi crescendo. Aprendemos a ser responsáveis, disciplinados e administradores do tempo.

Talvez por isso, existem diversas pessoas, gestoras ou não, que praticam a filosofia de “hora de brincar, trabalhar, estudar...” até hoje. Para muitos o lugar de trabalhar é a empresa, o lugar de estudar é a escola e o lugar de brincar é em qualquer local, desde que diferente dos dois anteriores.

Sabemos que algumas poucas empresas de hoje já não são assim. As melhores empresas na gestão de pessoas e na gestão da inovação já entenderam, há um bom tempo, que o lugar de trabalhar também é o espaço ideal para aprender e se divertir. Universidades Corporativas, e arrojados projetos de desenvolvimento de pessoas são comuns em empresas que perceberam que aprendizagem e trabalho andam juntos. O mesmo acontece com todos os projetos de lazer e qualidade de vida conduzidos pelas organizações que investem na melhoria de performance das pessoas.

Porém, divertir-se na empresa vai além das salas de descompressão e ginástica laboral. É estimular o bom humor, os relacionamentos pessoais e a informalidade, o que, consequentemente, significa investir na criatividade, inovação e sinergia.

Tem gente que, após participar de uma semana de cursos, comenta: "Nessa semana não produzi nada!". Será que aprender também não seria uma forma de trabalhar? Desenvolver-se não é produzir? Talvez por pensar assim muitos associam treinamento com atividades maçantes e carregadas. Mas curso precisa ser chato? Não é à toa que muitas atividades usam dinâmicas e jogos como ferramentas para a aprendizagem. É a união da educação com a diversão. A própria palavra palestra significa, em italiano, a palavra divertir.

Organizações que aprendem e ensinam, cursos que divertem, diversão produtiva. Todos esses aspectos são cartas de um mesmo jogo. Não concorrem, mas cooperam entre si.

Porém, vivemos ainda em sistemas que nos mostram que é impossível ter prazer e sacrifício ao mesmo tempo. Esse pode ser o motivo de muitas pessoas terem melancolia ao pôr do sol de Domingo. É um dos indicadores que o momento de lazer acabou e precisamos voltar ao trabalho.

Devemos ser como os artistas. A maioria deles não tem hobby. Se divertem trabalhando e se desenvolvem enquanto trabalham. Para isso, empresas devem ser verdadeiros ateliês de capacidade inovadora, quebra de paradigmas e visão multifocal. O estado da arte em gestão de pessoas.

O importante é fazer o que se gosta e principalmente gostar do que se faz. Somente assim teremos a postura de aprender sempre e gerar ambientes divertidos, porém responsáveis.(by Marcelo Elias)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

TERAPIA DO ELOGIO
Arthur Nogueira (Psicólogo)
 

Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde se nota que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, não existe mais carinho, não se valoriza mais as qualidades, só se ouve críticas. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.



A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos que fazem elogios.
 


Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência, são pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo, do rosto e sempre se apresentar bem. 



Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo nos lares, o excesso de orgulho, impedem que as pessoas digam o que sentem, levando assim essa carência para dentro dos consultórios médicos. Acabam com seu casamento porque procuram em outras pessoas o que não conseguem em casa. 


Vamos valorizar nossas famílias, amigos, alunos, mestres, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, a sinceridade, a lealdade, a confiança, o comportamento de nossos filhos.

Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim, nós todos vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, em que é impossível viver sozinho, e os elogios são a motivação da nossa vida.
Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje, elogiando-as de alguma forma? 
Declarando-lhes amor, agradecendo a companhia, elogiando seu trabalho, sua maneira de ser!