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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O BAMBU CHINÊS (Reflexão)


Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada, por aproximadamente cinco anos exceto o lento desabrochar de um diminuto broto, a partir do bulbo.

Durante cinco anos , todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu.
Mas...
Uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída.
Então, no final do quinto ano, o bambu chinês, cresce até atingir a altura de vinte e cinco metros.

Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos.
Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava...
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de nossos sonhos...
Em nosso trabalho, especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças...
De comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização.
Para ações devemos sempre lembrar do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.

Tenha sempre três hábitos:

Persistência, paciência e fé, porque todos merecem alcançar os seus sonhos!!!

É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita
Flexibilidade para se curvar até o chão.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desempenho é a melhor maneira de avaliar potencial?

Quando nos referimos a seres humanos, deveríamos sempre considerar o desempenho como um sinal de grande potencial? Em primeiro lugar, é importante deixar claro que potencial tem a ver com o futuro e desempenho com o presente. Explico também que, no fundo, tentamos prever o futuro (potencial), baseando-nos no presente (desempenho).
No livro intitulado Outliers, Malcolm Gladwell nos apresenta uma lista publicada pela revista Forbes, com os 75 homens mais ricos da história.
Era como se atualizássemos a fortuna de reis e faraós e comparássemos com Bill Gates, Warren Buffet e assim por diante. Apenas como curiosidade, o topo da lista é ocupado pelo magnata americano John D. Rockefeller. O impressionante é que, dos 75 nomes, 14 são americanos nascidos em um período de 9 anos,  em meados do século XIX. A resposta para esta coincidência, é que nas décadas de 1860 e 1870, a economia americana passou provavelmente pelas maiores transformações da sua historia e, segundo alguns especialistas, foi a melhor época para alguém ficar rico começando do nada. Imagine se fizéssemos um estudo com os 14 americanos citados acima, e encontrássemos uma série de características em comum, seríamos tentados a dizer que estas características foram as responsáveis pelo seu sucesso, tendendo a desconsiderar a importância da época em que nasceram.
O desempenho acima da média causa, na maioria das pessoas, o chamado Efeito Aura, ou seja, se eu acreditar que determinado líder ou gestor entrega resultados acima da média, somente por causa do seu talento, todos os seus comportamentos serão avaliados através deste filtro. Ele não será arrogante, e sim assertivo, ele não correrá riscos desnecessários, mas será visto como audaz, e assim por diante.
Portanto, pergunto: Devemos desconsiderar completamente o desempenho em nossas avaliações?

Não, devemos, sim, considerar o desempenho, mas ficar atentos ao contexto onde ele ocorreu e como foi atingido. Por exemplo, será que aquele vendedor vendeu mais porque é um melhor vendedor, ou a concorrência no setor no qual ele atua é mais fraca? Ou, quem sabe, ele faz promessas para o cliente que não poderão ser cumpridas a longo prazo e   terão um impacto negativo nas vendas? Ou seja, alto desempenho imediato, mas queda no médio, longo prazo.
Portanto, com podemos avaliar o potencial?
Uma das maneiras seria pelo meio do modelo mental das pessoas. Segundo a doutora Carol Dweck, professora da Universidade de Stanford, em seus estudos de pedagogia, ela percebeu que quando apresentava um problema a um grupo de crianças, havia aquelas que se sentiam desafiadas e outras que se sentiam desanimadas. Ela descobriu que estes grupos de crianças possuíam dois tipos diferentes de modelos mentais, ou seja, possuíam maneiras distintas de perceber a realidade. As do grupo que se sentia desafiado possuíam o que ela chamou de modelo mental de crescimento e as grupo desanimado possuíam o que ela chamou de modelo mental fixo. Lembrando que estes modelos mentais também existem em adultos.
Aqueles com o modelo de crescimento não encaravam o erro como uma derrota, mas apenas como um sinal de que estavam se aprimorando, aprendendo. Neste modelo se esforçar é visto com naturalidade, enquanto no modelo fixo fazer esforço está associado a errar e errar por sua vez associado a fracasso.
Carol Deck descobriu que se ela, por exemplo, elogiasse o esforço das crianças, ao invés da inteligência, elas tinham um melhor desempenho. Isto acontecia porque ser inteligente, na cabeça da maioria, significa não errar. Então a criança que era elogiada como inteligente, não exercitava a atividade, por medo de errar, como a outra que era concentrada no esforço e assim aprendia menos. A Dra. Deck, então, se perguntou se um professor ou gestor poderia, de alguma forma, criar um contexto onde os modelo surjam. Ela então realizou um estudo onde dividiu dois grupos para fazer a  mesma atividade, para um grupo ela disse que a atividade serviria para avaliar determinada habilidade, para o outro, ela disse que serviria para desenvolver a mesma habilidade. O segundo grupo progrediu muito mais, pois cada erro era interpretado como necessário para desenvolver ao passo que para o primeiro cada erro era um sinal de má avaliação.
Como gestor, você pode estimular em sua equipe ou em você mesmo um modelo mental de crescimento, se perguntando diante de cada erro, o que aprendeu e como este aprendizado pode ser usado para seu crescimento pessoal e da sua equipe. Desta forma, poderá criar um ambiente onde a capacidade criativa e adaptiva presente em todo ser humano possa se manifestar em toda sua plenitude.

*Frederico Porto é psiquiatra, nutrólogo e professor convidado da Fundação Getúlio Vargas e Fundação Dom Cabral. Atua também como coach e consultor de empresas.
                                                                 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Inovar para Sobreviver (by Frederico Porto)

Na natureza, para sobreviver, os animais e as plantas, têm de se adaptar às mudanças que vão ocorrendo. No mundo organizacional é a mesma coisa; cada dia mais as empresas e profissionais têm de se adaptar, e com maior velocidade, às demandas do mundo externo.
Por isso, já não basta mais desempenhar as tarefas de maneira eficiente, com processos precisos: temos de ser capazes de inovar. Como seres humanos, somos bons em adaptar, mas inovar é contra a nossa natureza. Adaptar é reativo, o mundo muda e nos mudamos depois. Inovar, como estou apresentando aqui, é ser proativo, mudar antes que o mundo externo nos obrigue.

Isso é muito difícil, tanto para pessoas, empresas e até mesmo países, pois como ainda não começaram a acontecer perdas significativas, vamos adiando as mudanças necessárias. É aquele seu amigo que está acima do peso, com colesterol alto e não toma nenhuma providência, mas, o dia em que tem um infarto, muda todos os hábitos, passa a se alimentar bem e a praticar atividade física. 
Para inovar, precisamos reconhecer o medo do novo, enfrentá-lo, resgatar o uso da intuição e criar um ambiente onde as pessoas estejam inteiras.
Precisamos resgatar a capacidade de enxergar fora da caixa. Se até o momento fizemos uso das propriedades mais ligadas à lógica e à razão, chegou o momento de olharmos para o outro lado, o lado da intuição, onde as ideias surgem de maneira inesperada.
Segundo o pesquisador australiano Alan Snyder, que estuda autistas prodígios, como o personagem de Dustin Hoffman em Rain Man, filme no qual, em uma cena, cai uma caixa de palitos de dente no chão e o personagem autista “conta” o numero de palitos espalhados em dois segundos. Ele não contou, ele teve uma Gestalt, viu o total. Existem autistas capazes de ler 5 mil palavras por minuto e não esquecer, outros tocam instrumentos como profissionais e nunca foram ensinados. Se eles têm estas habilidades natas, Snyder pensou o seguinte, nós todos as tivemos também um dia e elas atrofiaram, estão adormecidas em nosso cérebro. Ele tem demonstrado que se você cansar o lado esquerdo do cérebro com um campo magnético, o direito se manifesta com maior intensidade - o lado direito é que está ligado às habilidades intuitivas. Após o uso do campo magnético, as pessoas melhoram o acerto em “adivinhar” o número de pontos vermelhos em uma tela de computador e melhoram a sua habilidade de desenhar, por exemplo. Por isso que, uma ideia raramente surge na mesa do escritório e sim quando está caminhando ou tomando banho. Quando você pensou muito em um problema, você cansou o seu lado racional (hemisfério esquerdo), para descansar ele deu uma desligada, e, quando estava em outras atividades, o direito (mais intuitivo) se manifestou e veio a solução tão procurada.
De acordo com o especialista em estratégia Gary Hamel, em 2005 a empresa de consultoria Towers Perrin fez um estudo com 86 mil funcionários que trabalhavam para empresas de médio e grande porte, em 16 países. Esse estudo mostrou que apenas 14% dos funcionários em todo o mundo são muito empenhados no trabalho, 24 % não são empenhados, e o restante ficava no meio. Isto significa que 85% dos funcionários estão dando menos de si. É um desperdício imenso de talento humano, e assim podemos entender por que tantas organizações são menos capazes do que as pessoas que nelas trabalham. 
À medida que o mundo corporativo passa a precisar de mais do ser humano do que simplesmente suas mãos, passa a ser fundamental termos este indivíduo inteiro no trabalho.
Você como gestor deve estimular a sua equipe a perceber o que não é dito, a imaginar o futuro, deve ouvir suas opiniões, para que se sintam parte dos processos. Incentive-os a refletirem o quanto seus valores pessoais estão alinhados com os da empresa, para que  assim possam estar  mais engajados e inteiros no trabalho.

*Frederico Porto é psiquiatra, nutrólogo e professor convidado da Fundação Getúlio Vargas e Fundação Dom Cabral. Atua também como coach e consultor de empresas.

Inovar para Sobreviver (by Frederico Porto)


Na natureza, para sobreviver, os animais e as plantas, têm de se adaptar às mudanças que vão ocorrendo. No mundo organizacional é a mesma coisa; cada dia mais as empresas e profissionais têm de se adaptar, e com maior velocidade, às demandas do mundo externo.
Por isso, já não basta mais desempenhar as tarefas de maneira eficiente, com processos precisos: temos de ser capazes de inovar. Como seres humanos, somos bons em adaptar, mas inovar é contra a nossa natureza. Adaptar é reativo, o mundo muda e nos mudamos depois. Inovar, como estou apresentando aqui, é ser proativo, mudar antes que o mundo externo nos obrigue.

Isso é muito difícil, tanto para pessoas, empresas e até mesmo países, pois como ainda não começaram a acontecer perdas significativas, vamos adiando as mudanças necessárias. É aquele seu amigo que está acima do peso, com colesterol alto e não toma nenhuma providência, mas, o dia em que tem um infarto, muda todos os hábitos, passa a se alimentar bem e a praticar atividade física. 
Para inovar, precisamos reconhecer o medo do novo, enfrentá-lo, resgatar o uso da intuição e criar um ambiente onde as pessoas estejam inteiras.
Precisamos resgatar a capacidade de enxergar fora da caixa. Se até o momento fizemos uso das propriedades mais ligadas à lógica e à razão, chegou o momento de olharmos para o outro lado, o lado da intuição, onde as ideias surgem de maneira inesperada.
Segundo o pesquisador australiano Alan Snyder, que estuda autistas prodígios, como o personagem de Dustin Hoffman em Rain Man, filme no qual, em uma cena, cai uma caixa de palitos de dente no chão e o personagem autista “conta” o numero de palitos espalhados em dois segundos. Ele não contou, ele teve uma Gestalt, viu o total. Existem autistas capazes de ler 5 mil palavras por minuto e não esquecer, outros tocam instrumentos como profissionais e nunca foram ensinados. Se eles têm estas habilidades natas, Snyder pensou o seguinte, nós todos as tivemos também um dia e elas atrofiaram, estão adormecidas em nosso cérebro. Ele tem demonstrado que se você cansar o lado esquerdo do cérebro com um campo magnético, o direito se manifesta com maior intensidade - o lado direito é que está ligado às habilidades intuitivas. Após o uso do campo magnético, as pessoas melhoram o acerto em “adivinhar” o número de pontos vermelhos em uma tela de computador e melhoram a sua habilidade de desenhar, por exemplo. Por isso que, uma ideia raramente surge na mesa do escritório e sim quando está caminhando ou tomando banho. Quando você pensou muito em um problema, você cansou o seu lado racional (hemisfério esquerdo), para descansar ele deu uma desligada, e, quando estava em outras atividades, o direito (mais intuitivo) se manifestou e veio a solução tão procurada.
De acordo com o especialista em estratégia Gary Hamel, em 2005 a empresa de consultoria Towers Perrin fez um estudo com 86 mil funcionários que trabalhavam para empresas de médio e grande porte, em 16 países. Esse estudo mostrou que apenas 14% dos funcionários em todo o mundo são muito empenhados no trabalho, 24 % não são empenhados, e o restante ficava no meio. Isto significa que 85% dos funcionários estão dando menos de si. É um desperdício imenso de talento humano, e assim podemos entender por que tantas organizações são menos capazes do que as pessoas que nelas trabalham. 
À medida que o mundo corporativo passa a precisar de mais do ser humano do que simplesmente suas mãos, passa a ser fundamental termos este indivíduo inteiro no trabalho.
Você como gestor deve estimular a sua equipe a perceber o que não é dito, a imaginar o futuro, deve ouvir suas opiniões, para que se sintam parte dos processos. Incentive-os a refletirem o quanto seus valores pessoais estão alinhados com os da empresa, para que  assim possam estar  mais engajados e inteiros no trabalho.

*Frederico Porto é psiquiatra, nutrólogo e professor convidado da Fundação Getúlio Vargas e Fundação Dom Cabral. Atua também como coach e consultor de empresas.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

FAXINA NA ALMA - Carlos Drummond de Andrade

Não importa onde você parou...Em que momento da vida você cansou...
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito neste período? Foi aprendizado...
Chorou muito? Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por muitas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora...
Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz...
De encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Um corte de cabelo arrojado...Diferente? Um novo curso...
Ou aquele velho desejo de aprender a pintar...de desenhar...dominar o computador...
Ou qualquer outra coisa...
Olha quantos desafios...Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho? Besteira...
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Ficamos horríveis...o mau humor vai comendo o nosso fígado...
Até a boca ficar amarga...RECOMEÇAR...
Hoje é um dia bom para começar novos desafios. Onde você quer chegar??
Ir alto...Sonhe alto...Queira o melhor do melhor...Queira coisas boas para a vida...
Pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos...
Pensa-se pequeno...Coisas pequenas terão...
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor...
O melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental...
Joga fora tudo que te prende ao passado...Ao mundinho das coisas tristes...
Fotos, peças de roupas, papel de bala...Ingressos de cinema, bilhetes de viagens...
E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...
Jogue tudo fora..Mas principalmente...
Esvazie seu coração... Fique pronto para a vida...Para um novo amor....
("amor incondicional: de pai, de mãe, de homem e mulher, de filhos...')
Lembre-se somos apaixonáveis...
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes....
Porque somos do tamanho daquilo que vemos e não do tamanho de nossa altura....

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Seja mais do que importante, seja raro." 
Escrito por REGINA BRETT, 90 ANOS, CLEVELAND, OHIO
  
Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu taximetro chegou aos 90 em Agosto, então aqui está a coluna mais uma vez:  
 
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.  
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7.. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
9. Poupe para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que se trata a jornada deles..
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso. 
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se bastante, depois deixe-se levar pela maré. 
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.  
28. Perdoe tudo de todos..
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Independentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva....  
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo o que vc fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa no final é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como você se sinta, levante-se, vista-se e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente."
 E SEJA FELIZ...
PORQUE SÓ A FELICIDADE IMPORTA!!!
 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sem autoridade não há gestão

Sem conceitos não nos entendemos. Se eu falar “avião”, você sabe que é um objeto inventado pelo homem, mais pesado que o ar e que voa, mas às vezes cai.  Por incrível que pareça existem aspectos fundamentais da gestão onde não se tem conceitos postulados universalmente.
Por exemplo, o que é um gerente?
A definição mais precisa que encontrei foi do psiquiatria e pesquisador organizacional inglês Elliott Jaques, na qual ele afirma que “gerente é aquele que recebe uma tarefa e ser realizada e que delega o trabalho, mas não a responsabilidade.”
Isso parece simples de colocar em prática, mas não é. Pois, para ser responsável por algo, o gestor tem de ter autoridade, senão ele vai se frustrar. Na verdade tem de ter 4 tipos de autoridades: autoridade para vetar um colaborador que entre em sua equipe e não preencha os critérios que ele considera ideais,  autoridade para atribuir tarefas aos colaboradores, para avaliar o desempenho, e para removê-los de sua função quando achar necessário.
A próxima questão é quem vai atribuir esta autoridade para o gestor? Neste caso é o gestor acima dele, apoiado pela cultura e processos da empresa. Esta questão passa por um amadurecimento à medida que uma empresa aumenta de complexidade. No início, o dono da empresa é seu único gestor, é que tem a autoridade de dizer sim ou não às tarefas do dia-a-dia. Na segunda etapa do amadurecimento, o dono delega ao gestor a autoridade de dizer não, mas não de dizer sim. O risco aqui é a empresa entrar em um estágio onde somente pouquíssimos podem dizer sim e muitos podem dizer não, ou seja, muitos gerentes ocuparão o cargo, mas não terão a autoridade.
Como está o nível de autoridade dos gestores de sua empresa?
Um sistema no qual o gestor não tenha as 4 autoridades, certamente vai gerar uma série de problemas que muitas vezes acabarão sendo atribuídos à personalidade deste gerente.
Criar processos que apóiem as decisões é fundamental, pois, desde quando o mundo é mundo, os seres humanos querem mudar a sua natureza, ao invés de tentar contorná-la.
Vamos dar um exemplo, um banco asiático descobriu que quando um gerente realizava um empréstimo para um cliente e este se tornava inadimplente, o gerente tendia a refinanciar o empréstimo com muita facilidade, acredita-se como um mecanismo de defesa, para não assumir que tenha errado em sua avaliação inicial de emprestar. Ou seja, ele pensa algo como “vou insistir no erro para ver se acerto”.   Como poderíamos abordar este problema, alguns, eu diria a maioria, iriam propor submeter o gerente a um treinamento.
Primeiramente devemos lembrar que este comportamento é parte da natureza humana, se apegar às perdas, conforme foi demonstrado pelo ganhador do Premio Nobel de Economia de 2002, e considerado o maior psicólogo vivo, Daniel Kahneman, criador da Teoria do Prospecto.
O banco fez o seguinte, sempre que uma situação desta surgia, o refinanciamento somente poderia ser feito por um outro gerente, que não tinha nenhum compromisso com a decisão inicial do primeiro gerente, assim ele criou um sistema que respeitou a natureza humana de se apegar às perdas, sem ter prejuízo financeiro.
Não tenho duvida de que o capital intelectual é o grande diferencial das empresas modernas, mas quantos problemas estão relacionados a um conjunto de processos que desconsideram a natureza humana, muito mais que a traços de personalidades dos indivíduos.
Procure criar em sua empresa processos que levem em consideração a natureza humana, para assim atingir os resultados desejados a um custo menor.  Caso queriam saber mais sobre este modelo, procure por livros sobre economia comportamental.

*Frederico Porto é psiquiatra, nutrólogo e professor convidado da Fundação Getúlio Vargas e Fundação Dom Cabral. Atua também como coach e consultor de empresas.