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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Pesquisa HSM sobre retenção de Executivos

Profissionais talentosos não nascem em árvores. Sua presença nas companhias é cada vez mais valorizada, uma vez que o desempenho da própria empresa depende diretamente das pessoas que nela trabalham. Além disso, custa caro substituir um profissional, sobretudo em cargos de liderança.

Diante dessa realidade, a Courland International elaborou um estudo envolvendo mais de cinco mil entrevistados nos países onde atua em todo continente americano, desde o Canadá até o sul da América do Sul. O objetivo era avaliar quais são os principais fatores responsáveis pela atração e retenção de executivos nas empresas.

Como resultado, a companhia apresentou o estudo “Os pilares da retenção”. Segundo Ana Paula Zacarias, da Hunter Consulting Group, que possui uma joint venture com a Courland no Brasil, a pesquisa procurou traçar um retrato fiel das aspirações dos executivos. No entanto, os pilares apresentados também seriam aplicáveis aos demais profissionais da empresa. “Todos nós, independentemente de nossa posição nas companhias, passamos por esses pilares, ora mais identificado com um aspecto, ora mais identificado com outro. Porém, a aplicação desses pilares é mais eficiente na retenção ou atração de executivos.”
Força da liderança

O primeiro pilar apontado pela pesquisa, a força da liderança, se expressa pela figura do presidente da companhia e sua capacidade de representar uma figura inspiradora, admirada e respeitada pelos demais colaboradores da empresa. Adicionalmente, deve se considerar também a relação do executivo com as lideranças intermediárias dessa companhia, principalmente no que se refere ao seu líder imediato.“Essas figuras intermediárias devem ser o reflexo do líder maior da companhia. Essa é uma diretriz que deve ser dada pela direção da empresa, representada em todas as camadas da organização, para que sua força se mostre efetivamente representativa”, explica Ana Paula.
Saúde financeira e imagem 

Quando a saúde financeira de uma companhia vai mal, os executivos começam a fazer as malas. Trata-se de uma reação natural do profissional que vê seu emprego ameaçado. É disso que trata o segundo pilar da retenção, apontado no estudo da Courland. Além disso, o executivo espera também que a companhia apresente uma imagem favorável no mercado, que exprima força e respeito perante a sociedade. É o que leva um profissional a falar com orgulho sobre sua empresa numa roda de amigos. Ana Paula analisa este pilar sob a mesma perspectiva. “A saúde financeira da empresa é importante, porque indica a estabilidade na carreira deste profissional. A imagem da empresa, por sua vez, reflete a própria reputação do executivo.”
Potencial de desenvolvimento de carreira

O terceiro pilar para a retenção de executivos está relacionado à capacidade da empresa em permitir que o profissional explore e desenvolva sua carreira. Segundo Ana Paula, este pilar está muito além dos cargos que aquela pessoa pode ocupar. “Desenvolver uma carreira não tem a ver necessariamente com a possibilidade do executivo de galgar posições dentro da companhia. É muito mais do que isso. Esse pilar diz respeito a quanto você pode agregar ao seu desenvolvimento pessoal no período em que você está atuando naquela companhia”, explica. Dessa forma, o desenvolvimento da carreira também se dá a partir do momento em que o profissional dispõe da possibilidade de aprender e se aprimorar nas funções que exerce. Isso se refere também à possibilidade de fazer cursos no Brasil e no exterior e de se tornar apto a receber mais investimentos da empresa na sua formação.
Qualidade no ambiente de trabalho

“Quando falamos em qualidade de vida, a maioria das pessoas pensa no que poderia fazer fora de suas empresas, como se trabalhar não fizesse parte de sua vida”, brinca Ana Paula. “Esse equívoco é muito comum, mas não podemos nos esquecer de que passamos oito, dez, até doze horas do nosso dia no ambiente de trabalho. Sendo assim, cuidar da qualidade deste espaço significa efetivamente que haverá um impacto positivo na vida do profissional”, acrescenta
Este pilar de retenção, em especial, está associado a todos os aspectos tratados nos outros quatro pilares apontados no estudo. Adicionalmente, tem relação com o relacionamento do profissional com os demais colegas de trabalho.
Pacote de remuneração

O quinto pilar da retenção e atração de executivos é, na visão de alguns profissionais, o único. No entanto, o estudo mostra que os executivos do continente americano colocam outros fatores à frente da remuneração para determinar sua permanência na empresa, uma vez que os pilares estão dispostos em ordem de importância. “Para nós, o fato do pacote de remuneração aparecer na quinta posição foi uma surpresa”, revela Ana Paula. “Cabe dizer, no entanto, que há uma peculiaridade no caso Brasil, porque aqui a legislação funciona muito mais como um entrave do que como uma possibilidade, em termos de remuneração. Por isso, os profissionais brasileiros têm uma dificuldade maior em enxergar que remunerações adjacentes oferecidas pela empresa fazem parte do pacote, e não apenas o salário unicamente.”
Portal HSM
20/08/2012

sábado, 25 de agosto de 2012

Top Reasons Why Large Companies Fail To Keep Their Best Talent


Yet, Yahoo!, GE, Home Depot, and other large established companies have a tremendous advantage in retaining their top talent and don’t. I’ve seen the good and the bad things that large companies do in relation to talent management. Here’s my Top Ten list of what large companies do to lose their top talent :
Big Company Bureaucracy. This is probably the #1 reason we hear after the fact fromdisenchanted employees. However, it’s usually a reason that masks the real reason. No one likes rules that make no sense. But, when top talent is complaining along these lines, it’s usually a sign that they didn’t feel as if they had a say in these rules. They were simply told to follow along and get with the program. No voice in the process and reallytalented people say “check please.”
Failing to Find a Project for the Talent that Ignites Their Passion. Big companies have many moving parts — by definition. Therefore, they usually don’t have people going around to their best and brightest asking them if they’re enjoying their current projects or if they want to work on something new that they’re really interested in which would help the company. HR people are usually too busy keeping up with other things to get into this. The bosses are also usually tapped out on time and this becomes a “nice to have” rather than “must have” conversation. However, unless you see it as a “must have,” say adios to some of your best people. Top talent isn’t driven by money and power, but by the opportunity to be a part of something huge, that will change the world, and for which they are really passionate. Big companies usually never spend the time to figure this out with those people.
Poor Annual Performance Reviews. You would be amazed at how many companies do not do a very effective job at annual performance reviews. Or, if they have them, they are rushed through, with a form quickly filled out and sent off to HR, and back to real work. The impression this leaves with the employee is that my boss — and, therefore, the company — isn’t really interested in my long-term future here. If you’re talented enough, why stay? This one leads into #4….
No Discussion around Career Development. Here’s a secret for most bosses: most employees don’t know what they’ll be doing in 5 years. In our experience, about less than 5% of people could tell you if you asked. However, everyone wants to have a discussion with you about their future. Most bosses never engage with their employees about where they want to go in their careers — even the top talent. This represents a huge opportunity for you and your organization if you do bring it up. Our best clients have separate annual discussions with their employees — apart from their annual or bi-annual performance review meetings — to discuss succession planning or career development. If your best people know that you think there’s a path for them going forward, they’ll be more likely to hang around.
Shifting Whims/Strategic Priorities. I applaud companies trying to build an incubator or “brickhouse” around their talent, by giving them new exciting projects to work on. The challenge for most organizations is not setting up a strategic priority, like establishing an incubator, but sticking with it a year or two from now. Top talent hates to be “jerked around.” If you commit to a project that they will be heading up, you’ve got to give them enough opportunity to deliver what they’ve promised.
Lack of Accountability and/or telling them how to do their Jobs.Although you can’t “jerk around” top talent, it’s a mistake to treat top talent leading a project as “untouchable.” We’re not saying that you need to get into anyone’s business or telling them what to do. However, top talent demands accountability from others and doesn’t mind being held accountable for their projects. Therefore, have regular touch points with your best people as they work through their projects. They’ll appreciate your insights/observations/suggestions — as long as they don’t spillover into preaching.
Top Talent likes other Top Talent. What are the rest of the people around your top talent like? Many organizations keep some people on the payroll that rationally shouldn’t be there. You’ll get a litany of rationales explaining why when you ask. “It’s too hard to find a replacement for him/her….” “Now’s not the time….” However, doing exit interviews with the best people leaving big companies you often hear how they were turned off by some of their former “team mates.” If you want to keep your best people, make sure they’re surrounded by other great people.
The Missing Vision Thing. This might sound obvious, but is the future of your organization exciting? What strategy are you executing? What is the vision you want this talented person to fulfill? Did they have a say/input into this vision? If the answer is no, there’s work to do — and fast.
Lack of Open-Mindedness. The best people want to share their ideas and have them listened to. However, a lot of companies have a vision/strategy which they are trying to execute against — and, often find opposing voices to this strategy as an annoyance and a sign that someone’s not a “team player.” If all the best people are leaving and disagreeing with the strategy, you’re left with a bunch of “yes” people saying the same things to each other. You’ve got to be able to listen to others’ points of view — always incorporating the best parts of these new suggestions.
 Who’s the Boss? If a few people have recently quit at your company who report to the same boss, it’s likely not a coincidence. We’ll often get asked to come in and “fix” someone who’s a great sales person, engineer, or is a founder, but who is driving everyone around them “nuts.” We can try, but unfortunately, executive coaching usually only works 33% of the time in these cases. You’re better off trying to find another spot for them in the organization — or, at the very least, not overseeing your high-potential talent that you want to keep.
It’s never a one-way street. Top talent has to assume some responsibility as much as the organization. However, with the scarcity of talent — which will only increase in the next 5 years — Smart Organizations are ones who get out in front of these ten things, rather than wait for their people to come to them, asking to implement this list.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Competências Importantes


Em um mundo competitivo e em constante evolução, além da educação formal adquirida através dos cursos de aperfeiçoamento, técnicos e universitários, é requerido cada vez mais dos profissionais contemporâneos ter competências que permeiam o tão conhecido “CHA” (Conhecimento, Habilidade e Atitude).

Conhecimento –Saber   
Habilidade – Saber fazer
Atitude – Querer fazer

Ao mesmo tempo em que o profissional necessita possuir diversas capacidades e possuir uma visão holística, é requerido também que este mesmo profissional se destaque dos demais em algum aspecto.

Listo abaixo algumas competências criticas interessantes que solicitaria para qualquer cargo, empresa ou ramo de atuação.

Auto-motivação: Capacidade de se motivar continuamente, independente das situações adversas ou contratempos que possam ocorrer em suas vidas. Hoje é mais importante para as empresas os profissionais que se motivam sozinhos, independente de qualquer bônus no salário, encorajamento dos superiores ou mesmo de palestra com diversos propósitos.

Bom humor: Arte de gerenciar o próprio estado de espírito, para enfrentar o trabalho do dia a dia e a vida pessoal, mantendo harmonia interior e alegria de viver. A alegria e o bom humor nas relações de trabalho abrem portas e geram oportunidades.

Produção de conhecimento: Capacidade de crescer profissionalmente, adquirindo conhecimentos relativos à sua profissão, e que sejam relevantes para a organização em que trabalha, como também para sua carreira em particular.

Liderança: Capacidade de influenciar pessoas e tirar o melhor delas, levando-as a serem competentes e motivadas por trabalharem em equipe.

Relacionamento Interpessoal: Capacidade de se comunicar com as pessoas em geral, de forma eficaz, conviver bem, manter um bom clima no ambiente organizacional. O relacionamento interpessoal gera o tão falado networking e consequentemente maior produtividade. O trabalho atualmente e’ cada vez mais realizado em grupos e, ter boas relações, faz fluir os processos.

Criatividade: Capacidade de criar e perceber coisas novas, gerar novas maneiras de fazer tarefas, reinventar métodos, ferramentas, sistemas, produtos, formas de trabalhar e melhorar os processos.

Capacidade de sonhar: Exercício de imaginar coisas impossíveis e criar condições para realizá-las. É manter um sonho desejado e através de ações tangíveis (metas) fazer que o desejo torne-se realidade através de ações, esforços, trabalho, imaginação, persistência e fé.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Criado seguro que protege empresas contra erro dos executivos


Apólices arcam com custas de processos e indenizações por erros cometidos por empresários e executivos- Por: Flávia Furlan

O empresário Gino Correa Lima mudou de lado do balcão quando viu alguns de seus concorrentes se tornarem alvo de processos por conta de erros na emissão de contratos de seguro. Lima, dono de uma corretora de seguros, saiu da pele do vendedor e adquiriu uma apólice de responsabilidade civil profissional para sua empresa há um ano. Paga R$ 890 anuais pela proteção de R$ 100 mil. “Esse seguro dá um respaldo caso eu seja processado judicialmente”, afirma. Há 20 anos no mercado segurador e com uma carteira de mil clientes, Lima diz, no entanto, que isso nunca aconteceu, mas decidiu contratar a apólice quando percebeu que a maioria dos juízes considera o corretor solidário em danos causados aos segurados, quando uma apólice é emitida com erro e a seguradora se nega a pagar indenização, por exemplo. O seguro contratado pelo empresário pode ser feito em nome de uma pessoa física ou de uma empresa, como um escritório de advocacia, um laboratório ou uma corretora, a exemplo da empresa de Lima, que tem dois funcionários. “Todo o seguro tem duas garantias básicas: a parte indenizatória a quem abrir o processo e a outra relacionada a custos da ação judicial”, explica Fernando Coelho dos Santos, sócio da BR Insurance. O especialista afirma, porém, que a contratação por pessoas físicas é menos comum do que por empresas. Vinicius Jorge, superintendente de linhas financeiras da Zurich Seguros, conta que a contratação da modalidade em geral tem crescido. “Quem está puxando são os profissionais de engenharia e arquitetura, pelas grandes obras que estão sendo feitas no Brasil”, diz. Nem sempre foi assim. Felippe Paes Barretto, advogado que atua na consultoria da área médica Zênite, diz que no passado existia grande resistência e ninguém sequer falava em seguro, mas com a população recorrendo mais ao judiciário para reclamar seus direitos, os profissionais foram levados a contratá-lo. Na área médica, a procura é maior entre os ortopedistas e cirurgiões. Ele conta que possui 1,3 mil processos contra médicos e instituições de saúde na consultoria em que trabalha ( que faz desde orientação técnica aos médicos em caso de processos até inspeção dos estabelecimentos de saúde para avaliação de riscos para as seguradoras). As indenizações dos processos levantados vão de R$ 20 mil a R$ 4,5 milhões. “Quando toma conhecimento do processo, o médico fica transtornado pelo abalo à sua reputação, principalmente no interior e a assessoria tem papel importante neste momento de estresse, o que faz parte das apólices em algumas seguradoras.” De acordo com Barretto, 85% dos casos são julgados improcedentes. No entanto, até lá, gasta-se com a defesa, e é aí que o seguro ajuda. Entre os advogados, a contratação do seguro é maior nos escritórios, conta Carlos Roberto Mateucci, presidente do Centro de Estudos da Sociedade de Advogados, entidade que ajudou no desenvolvimento das apólices para a profissão. “O seguro dá uma tranqüilidade maior aos escritórios para desenvolverem suas atividades, principalmente naqueles que têm volume de processos maior. “
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Outra modalidade que protege o patrimônio em caso de deslizes é o de responsabilidade civil para executivos, que difere do anterior por ser contratado por quem assume posição de liderança em uma corporação. Antes apenas direcionados a empresas, ele agora já é vendido diretamente às pessoas físicas. A idéia é que o profissional possa carregar a sua apólice, independentemente da empresa em que esteja atuando. Muitas vezes as companhias contratam um limite de seguro que não dá segurança à diretoria. “Além disso, às vezes, só um executivo da empresa está interessado na apólice”, afirma Vinicius Jorge, da Zurich. Ele indica o seguro de responsabilidade civil profissional quando a pessoa atua em uma área técnica, como advogado, engenheiro e contador, enquanto a modalidade responsabilidade civil para executivos é mais direcionado a consultores, conselheiros e líderes de empresas em geral. Além dos danos causados a clientes, os seguros permitem também que sejam reparados danos causados a funcionários. Existe uma apólice de práticas trabalhistas indevidas, por exemplo, que a empresa contrata em caso de os líderes serem acusados de assédio moral, sexual ou discriminação. O seguro de responsabilidade civil para executivos também tem uma cobertura opcional para isso.
 por: Afonso Bazolli em: Gestão fonte: Brasil Econômico

terça-feira, 31 de julho de 2012

Os 50 segredos que sua empresa não quer que você saiba e o que fazer sobre eles.


Seguem abaixo pra você refletir sobre como você age no seu emprego.
1 - Competência não é o mais importanteNão é só talento e trabalho duro que garantem seu emprego, mas a percepção que a companhia tem sobre você. Para descobrir isso, tente se olhar como se fosse o dono da empresa. Será que você é alguém que está alinhado com os interesses e políticas da companhia? Você trabalha com entusiasmo e senso de propriedade, ou está pensando apenas em pegar seu salário no fim do mês?
2 - Os otimistas se saem melhorVocê tem todo o direito de ser do tipo que sempre enxerga o copo meio vazio. Acontece que as empresas costumam valorizar mais os otimistas, que, geralmente, passam a idéia de ser mais bem-sucedidos.
3 - O RH não é seu amigoNão use o RH como confessionário, achando que ele é algo à parte. É claro que o que você disser não vai ser espalhado aos quatro ventos, mas, em determinadas circunstâncias, pode ter de ser revelado para quem toma as decisões na companhia, ou seja, seu chefe, outros executivos, o CEO. Sendo assim, suas 'confidências' podem tirá-lo do páreo na hora de decidir, por exemplo, as promoções de sua área.
4 - Pare de provar e comece a providenciarSe você acabou de ser promovido e ganhou uma equipe, não caia na armadilha de ficar provando que aquele cargo lhe pertence. Esse é um erro que a maioria das pessoas comete. Além de ser ruim para seu futuro na nova posição, agindo assim você vai afastar quem realmente o ajudará a se consolidar como gestor: sua equipe. Por isso, coloque-se a serviço do time e trabalhe para que todos consigam finalizar, e bem, o que têm para fazer. Esse é seu trabalho agora.
5 - Não revele a sua idadeO problema não é os outros saberem quantos anos você tem, mas agir de maneira a reforçar o medo que a empresa associa a profissionais desatualizados. Portanto, mantenha-se bem informado e risque do seu discurso frases como: No meu tempo era assim? ou Não sou bom com essas modernidades tecnológicas? .
6 - Não é inteligente ser inteligenteGeralmente, os recém-chegados são os mais ansiosos para mostrar o que sabem. E acabam se tornando muito inconvenientes, porque querem corrigir tudo - inclusive o chefe. Então, antes de falar, veja se suas idéias são bem-vindas.
7 - Para progredir na carreira, os outros têm de achar que você faz seu trabalho com o ‘pé nas costas’?Mesmo que esteja atolado, não demonstre. Se você parece sempre atarefado e ansioso, dificilmente vai ser cotado para receber uma promoção, que, no final das contas, significa mais trabalho pela frente.
8 - Pegue trabalho extraMelhor ainda se for alguma coisa que seu chefe não gosta de fazer ou algum trabalho de uma área estratégica. Ao agir assim, você mostra para todos que dá conta do recado - não só do seu, mas do trabalho dos outros também.
9 - Ter amigos na empresa pode ser perigosoCerta vez, conheci uma moça que era ótima profissional, do tipo entusiasmada com o trabalho e feliz com a empresa. Acontece que ela tinha uma amiga que era o oposto. Em um processo de demissão, essa moça foi para a rua junto com a outra. Ficou surpresa, claro! O problema é que a empresa achava que ela tinha sido 'contaminada'? pela outra e que iria se tornar uma profissional tão negativa quanto a amiga. Por isso, tome cuidado com suas amizades, ou seja discreto para não ser prejudicado.
10 - Falar sobre a vida pessoal no escritório pode prejudicar sua carreiraVocê falou sobre seu divórcio para quem quisesse ouvir, inclusive para o chefe. Pouco tempo depois, ele tem que decidir quem vai tocar o novo projeto da área. Aí, ele pode pensar assim:
- 'Não vou passar para o fulano que acabou de se divorciar para não estressá-lo ainda mais'?.
Entendeu agora por que você deve evitar comentar sobre sua vida pessoal no escritório?
Descrição: Descrição: Descrição: http://www.alvinews.com.br/coluna/Emprego/50dicas/carreira2.jpg
11 - Quem merece não consegue aumentoPedir aumento usando um 'eu mereço' como argumento é a melhor maneira de conseguir um 'não' como resposta. A empresa não quer saber se você merece ou não, mas se você agrega valor para os negócios. Então, esse deve ser sempre o pano de fundo do seu pedido.
12 - Nem pense em tirar um mês de fériasHoje, com a velocidade com que as coisas acontecem, esse é o caminho certo para se tornar dispensável. As companhias são como organismos que se adaptam rapidamente a uma condição adversa, no caso, sua ausência. Melhor tirar uma semana de cada vez. Sete dias são a medida certa para fazer as pessoas sentirem falta de você e de seu trabalho.
13 - Para perder a batalha, comece a se defenderEm algum momento da carreira, você vai se confrontar com alguém. Isso é certo. Assim como também é certo que a empresa (e o chefe) não quer saber quem tem ou não razão. O que está sendo observado é como você lida com a situação. Por isso, na hora da discussão, resista à tentação de se defender. Simplesmente ouça. Pode apostar que você vai ser visto com outros olhos se começar a se comportar dessa maneira.
14 - A avaliação de desempenho não é sobre o seu desempenhoNessas avaliações, o que está em jogo não é sua opinião sobre seu trabalho, mas como o chefe percebe sua performance. Para não ter surpresas ruins da próxima vez, é bom marcar reuniões periódicas para ver o que ele espera de você. E, na hora H, não se desculpe, não acuse ninguém nem diga que você já fez o que ele pediu.
15 - Não use a avaliação de desempenho como a única ocasião para dar feedbackNão espere uma ocasião formal para posicionar sua equipe sobre sua percepção das coisas. Assim, você prepara o espírito das pessoas para a avaliação de desempenho. E ganha a confiança delas, porque vai soar mais coerente.
16 - Se está tentando fazer sua equipe gostar de você, provavelmente já perdeu o respeito dela
A necessidade de ser querido pela equipe pode ser mortal para um gerente novo no cargo. Se você está preocupado com isso, é muito provável que não esteja agindo como gestor. Melhor não misturar as coisas. Afinal, você está lá para ajudar o time a se desenvolver, e não para ser amigo das pessoas.
17 - O problema não é errar, mas a maneira como você lida com issoTodos cometem erros, do contínuo ao presidente. Na verdade, erros são um bom sinal porque mostram que as pessoas estão tentando novas soluções. Então, sua preocupação não deve ser com o erro em si, mas com a maneira como você age nessa situação: se assume a responsabilidade, mostra que aprendeu e que o fato não irá se repetir.
18 - Só porque você é o chefe não tem que saber todas as respostasVocê não é guru para ficar dando conselhos e resolvendo problemas para seus subordinados. Agindo assim, você está criando um bando de dependentes. Como gestor, seu trabalho é ajudar o time a descobrir a solução.
19 - Sua mesa diz quem você éO visual de seu espaço de trabalho deve refl etir seu profi ssionalismo, não seu estilo pessoal. O dono de uma mesa bagunçada corre o risco de ser visto como um profi ssional caótico. Por outro lado, uma mesa vazia pode passar a mensagem de que a pessoa está só de passagem ou, pior, que não trabalha ali.
20 - Proteja seu 'novo eu'Você decidiu mudar de postura para melhorar sua situação no trabalho? Perfeito! Mas não entre em detalhes quando vierem perguntar por que você parece tão diferente. Diga apenas que percebeu como gosta do que faz. É o que eu chamo de proteger seu 'novo eu'. Isso é importante até que a mudança se torne consistente e a empresa perceba que você realmente amadureceu.
21 - A lei não pode proteger seu empregoMuita gente acredita que a lei vai favorecê-los no caso de uma demissão infundada. Não confie nisso, porque muitas empresas conseguem encontrar meios de demitir um profissional sem que ele sequer imagine por que isso aconteceu.
22 - Há mais coisas por trás de uma demissão do que você imaginaToda empresa tem uma lista de funcionários 'demitíveis'. É bem provável que você esteja na linha de tiro se: seu salário for maior do que o dos outros; você não tem um bom relacionamento com o chefe; você tem opiniões negativas? e as declara em alto e bom som?sobre a companhia; o projeto que você tocava foi cancelado; você teve um problema de saúde no último ano.
23 - Ninguém vai lhe dizer que sua cabeça está a prêmioVejo muita gente cometer erros — e perder o emprego por causa deles — sem ter noção do que aconteceu. Mas por que as empresas não falam claramente sobre isso? Vivemos em uma sociedade litigiosa e elas têm mais receio de um processo judicial do que de omitir a verdade ou substituir um profissional.
24 - É perigoso seguir o que a empresa dizTodas as empresas têm uma agenda oculta. Para descobrir esse código, esqueça o discurso da companhia e concentre sua atenção em suas atitudes, no que ela valoriza. Por exemplo: os executivos vivem dizendo que dão o maior valor para a experiência, mas, no dia-a-dia, você vê funcionários que têm mais tempo de casa serem substituídos por outros mais jovens.
25 - Não há espaço para você dizer o que pensa no trabalhoSe você ainda não reparou, as empresas não são democracias, elas operam de um jeito mais ditatorial. Por conta disso, cuidado com o que você diz. Lembre-se que, ao emitir suas opiniões em público, o impacto delas aumenta bastante.
26 - Seu chefe é seu parceiro mais importantePense em seu chefe como aquele que tem o maior poder sobre a sua carreira dentro da empresa. Se você não é capaz de trabalhar em parceria com o chefe, quem garante que vai conseguir estabelecer bons relacionamentos com os colegas de trabalho e os clientes? Pode estar certo de que é isso que o chefe do seu chefe vai começar a se perguntar caso perceba que você não se dá bem com seu superior.
27 - A fofoca pode fazer você ser visto como traidorPara se proteger, evite ser visto na companhia de pessoas que são reconhecidas como fofoqueiras, mesmo que esteja apenas ouvindo o que elas estão dizendo. E se por acaso não conseguir brecar uma indiscrição, saia-se com um:
- Nossa, eu não iria gostar que alguém falasse isso de mim ou eu acredito que essa pessoa preferiria que isso fosse mantido em segredo. Se for o caso, saia de perto, mesmo que essa atitude signifique angariar antipatias. Lembre-se que, mais dia menos dia, você também vai 'virar assunto'.
28 - Emails podem arruinar sua carreiraAssuma que todos os emails que você enviou com seu endereço eletrônico comercial serão lidos pela empresa. Muitas fazem isso. Lembre-se que os emails duram para sempre: podem ser impressos e encaminhados para toda a empresa. Sabe aquela história de falar mal de alguém por email e enviar a mensagem, por engano, para o alvo de seus comentários? Já pensou se a pessoa em questão for seu chefe?

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29 - Se você estiver no campo errado pode ser confundido com o inimigoQuem trabalha tem o hábito de pensar as coisas nos seguintes termos: nós, os funcionários; e eles, os chefes. Cuidado com isso, pois você não pode pensar 'neles' como inimigos. Senão, sua carreira vai emperrar. Portanto, trate de se colocar no campo 'deles' o quanto antes.
30 - Não peça para ser promovidoAs promoções são oferecidas, não solicitadas. Dizer para o chefe que você está 'pronto', antes que ele perceba, isso só servirá para irritá-lo. Em vez de pedir, trabalhe e se dedique ao máximo. Primeiro, você tem que provar que realmente está preparado para o próximo estágio. Só depois disso é o que chefe irá lhe oferecer a promoção.
31 - Não importa se os rumores são falsosMuita gente pensa que uma fofoca não pode prejudicá-los simplesmente porque é falsa. O que está em jogo não é a veracidade das informações, mas se a empresa acredita ou não no que está sendo dito.
32 - Licença-maternidade ou por problemas de saúde não são garantia de proteçãoAntes de achar que está protegido ou que têm direitos, certifique-se do que a lei prevê para cada caso.
33 - Você pode perder se processar a empresaQuando alguma coisa ruim acontece e o funcionário se sente ofendido, a primeira coisa que vêm à cabeça dele é processar a companhia. Acontece que muita gente parte para isso sem se documentar e sem entender direito como a lei analisa aquele caso. Portanto, informe-se antes para não se decepcionar.
34 - Cuide do dinheiro da empresa como se fosse seuA empresa vive de olho em como seu dinheiro está sendo gasto pelos funcionários. Portanto, pense no dinheiro da empresa como se fosse seu. E saiba que aqueles relatórios de despesa que é preciso preencher de tempos em tempos funcionam como um teste secreto de sua lealdade à empresa.
35 - Se você tem um novo chefe, trate de se aliar a eleVocê tem amor a sua carreira na empresa em que trabalha? Então, pare de pensar em seu novo chefe como um 'invasor'.
36 - Sua aparência diz quem você éNão pense que seu visual não é avaliado pela empresa. É sim, porque fornece uma pista de quem você é. Portanto, cuidado para não se vestir de um jeito fashion demais, sexy demais ou casual demais. Lembre-se que você está no trabalho.
37 - Você pode ter um romance com um colega do escritório sem que isso represente o fim de sua carreira
Mantenha segredo sobre seus relacionamentos amorosos no trabalho - a menos que você seja um gestor e a pessoa em questão esteja em um nível hierárquico abaixo do seu. Se essa pessoa for sua subordinada, peça ao chefe para que um de vocês seja transferido. Se seu (sua) parceiro (a) não for subordinado a você, comente o fato com o chefe e garanta que isso não vai interferir no seu trabalho.
38 - Conquiste a lealdade da empresaSe você acha que a empresa está contra você, pense primeiro em como você age. Será que você tem demonstrado ser uma pessoa confiável o bastante para que a companhia retribua na mesma moeda? Se a resposta for 'não', trate de mudar de atitude para reverter essa situação. Pode ter certeza de que, se perceber que você é leal, a empresa vai corresponder.
39 - A maneira como você trabalha é mais importante do que o que você produzTornar-se indispensável tem muito mais a ver com, como você trabalha, do que com o que você produz?. Focar apenas no seu trabalho vai deixá-lo com uma visão estreita. Os profissionais mais bem sucedidos são aqueles que conseguem ir além e alinhar suas atividades com o futuro da empresa.
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40 - Surpreenda seu chefe todo o tempoSe você não está tendo o retorno que espera do chefe, pode estar errando na maneira como apresenta seu trabalho a ele. Há dois tipos de pessoas: as do tipo auditório e as visuais. Se o seu chefe é do tipo auditório é melhor dizer as coisas, porque ele é do tipo que gosta de ouvir. Se ele for do tipo visual, a melhor tática é fazer apresentações com muitos gráficos e ilustrações de maneira que ele veja onde você está querendo chegar.
41 - Há quatro coisas que as empresas valorizamMais uma vez, trabalhar bem não basta se você não der à empresa ? e ao chefe ? o que eles esperam de você:
- Seja flexível. Sem jogo de cintura não há como acompanhar a velocidade com que as coisas acontecem hoje em dia;
- Seja vendedor. Já reparou como os profissionais mais bem sucedidos têm algo de vendedores (se é que já não trabalharam com vendas de fato). Eles se comunicam bem, sabem persuadir, negociar e conseguem vender suas idéias;
- Aprenda a falar bem em público. Quanto mais você evoluir na carreira, mais exigido será nesse ponto. Nada pior que um profissional competente que se atrapalha na hora de fazer uma apresentação ou de conduzir uma reunião. Se for preciso, faça um curso para desenvolver suas habilidades de orador.
- Mire alto. Todo grande executivo estabelece para si metas agressivas. Escreva cinco metas para cumprir durante este ano e comece a trabalhar naquela que vai fazer mais diferença em sua vida. Anote vinte atitudes que podem ajudá-lo a atingir esse objetivo e mãos à obra.
42 - Aja como se fosse o dono da empresaSeguindo essa linha de raciocínio, pense no chefe como seu principal cliente e nos colegas de trabalho como seus fornecedores. É isso mesmo: você vai se colocar a serviço deles. E tenha certeza de que isso não significa ficar abaixo deles, mas que é uma boa maneira de se tornar indispensável.
43 - No trabalho, você está sempre no palcoTudo o que você faz, cada almoço com clientes, festas da empresa, conversas telefônicas, projetos, absolutamente tudo está sendo observado e conta pontos a seu favor, ou não. Só depende de você.
44 - Ser promovido nem sempre é o paraíso que pareceMuitas promoções falham no primeiro ano e culminam em demissão ou remoção para um cargo de menor importância. É como se as pessoas fossem promovidas equivocadamente, sem estar preparadas para o novo cargo. Aí, é claro que elas vão derrapar na curva.
45 - Não tenha medo de recusar uma promoçãoMuita gente aceita uma promoção simplesmente porque o cargo lhe foi oferecido. Acontece que qualquer posição que uma pessoa ocupe na escala hierárquica deve estar alinhada com seus objetivos. Se não estiver, é preciso ter coragem de dizer 'não'. E não se preocupe, porque, da mesma maneira que a empresa lhe deu essa oportunidade, dará outras no futuro.
46 - Não seja centralizadorTem muito gestor, geralmente os que acabaram de ganhar uma equipe, que acha que sabe tudo e coloca a mão na massa, fazendo o trabalho do time. Se você se identifica com isso, cuidado. Essas são duas armadilhas típicas de um gestor inexperiente que vão gerar problemas num futuro bem próximo: seu chefe vai reclamar que seu desempenho está abaixo do esperado. É claro, porque uma pessoa só não consegue dar conta do trabalho de várias.
47 - Se a sua equipe está entregando menos do que você espera, a falha é suaCriar um time de alta performance requer três coisas: persistência, objetivos claros e apoio. Muitos gestores se concentram no como desejam que o trabalho seja feito, mas o melhor é focar no que você espera como resultado final. Dê detalhes sobre suas expectativas e diga para todos se sentirem à vontade para procurar você sempre que precisarem esclarecer alguma coisa. Se o resultado não for bom, não culpe a pessoa: você falhou, porque não foi claro o suficiente. Por mais que seja difícil para você e que seja preciso pedir que a pessoa refaça o trabalho duas ou mais vezes, tente pensar dessa maneira. Isso vai ajudá-lo a criar um time totalmente afinado com você.
48 - A liderança não é um pedestal, mas uma baseA visão de quem acabou de ser promovido costuma ser bem diferente do que a equipe espera dessa pessoa; enquanto o líder se vê como alguém que está acima dos outros; o time gostaria de encontrar no novo chefe como alguém que vai apoiá-los, que vai servir de base para que o trabalho seja realizado. Eu diria que essa segunda versão é a melhor se o seu objetivo é motivar as pessoas. Quem está no pedestal sempre é passível de ser derrubado.
49 - As empresas têm memória curtaNão se apavore com todas as 28 verdades que estão aí em cima. Se você incorreu em algum ou alguns desses erros, fique sabendo que se mudar suas atitudes agora e de maneira consistente terá chance de dar uma reviravolta em sua imagemprofissional e de deixar todos os seus erros no passado.
50 - Tudo está nas suas mãosVá trabalhar todos os dias esperando sempre o melhor e use sua competência a seu favor. Lembre-se que você tem o poder de fazer escolhas que vão lhe abrir ou fechar portas na sua carreira. A empresa não é a entidade misteriosa que parece ser, elas apenas respondem à maneira como você age.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

PERDOAR NÃO É ESQUECER


Recentemente saiu um texto falando sobre traição conjugal dizendo que se quisermos realmente perdoar, devemos esquecer o que aconteceu. Essa é uma visão comum sobre o que é o perdão e que acaba causando uma certa confusão.
Como é possível simplesmente "esquecer" o que houve? Só se estivermos com amnésia. Não há como, pois memórias não se apagam. O processo do perdão se dá de outra forma que Não é através do esquecimento. Também não se trata de não tocar no assunto ou colocar panos quentes. Essas são aparentes soluções que não resolvem o problema.
O perdão acontece quando os sentimentos de mágoa, raiva e ressentimentos são dissolvidos completamente. E quando isso ocorre, voltamos a ficar em paz. A nossa essência mais profunda é de uma paz completa. Esse estado fundamental dentro de nós jamais é alterado. Entretanto, ele pode ser temporariamente encoberto com nuvens de sentimentos negativos.
Perdoar significa voltar a ficar em paz. E isso só é possível quando essas nuvens negativas são dissolvidas. Não adianta tentar "esquecer". O que na verdade todos nós queremos é nos livrarmos do sofrimento que a memória causa. A memória  ou o fato ocorrido em si não é o problema. O problema é sempre a  nossa reação emocional que nos provoca sofrimento. Os fatos  e as lembranças  jamais poderão ser mudados. Mas é possível sim, curar o que interessa: a nossa reação emocional. Essa é a única forma de eliminar o sofrimento.
Quando as pessoas tentam "esquecer", o que elas estão fazendo, na verdade, é reprimir as emoções. E quando os pensamentos desconfortáveis surgem, elas tentam pensar em outra coisa para não sofrer. Mas isso não cura a ferida que está lá dentro guardada. Ela continua intacta, só não estamos olhando diretamente pra ela na ilusão de que isso a fará desaparecer.
E como ainda há uma ferida emocional, mesmo não entrando em contato direto com ela, sofreremos suas consequências. Essas emoções ficam armazenadas no inconsciente e provocam diversos efeitos no nosso corpo, pensamentos e ações.
Os ressentimentos e mágoas reprimidos provocam tensão no corpo, geram ansiedade, inquietação. Nossa fisioligia é afetada pelas emoções reprimida. Cada emoção é produzida quimicamente pelo nosso corpo (mesmo aquelas inconscientes) e alteram a produção dos hormônios e da quimica do bem estar que nosso cérebro produz quando estamos livres das emoções negativas.
Essa energia presa dentro de nós tem uma força oculta (não a percebemos) e influencia na nossa forma de agir em pensar. Mesmo que você queira ficar bem com a pessoa da qual voce guarda uma mágoa, sem querer, aquela energia o levará a criar algum tipo de conflito.
Talvez você tente controlar ou manipular o outro como uma forma de compensar a dívida que você sente que ele tem por você. Talvez você tente punir a outra pessoa sendo frio e se mantendo distante no relacionamento, criticando-a na frente dos outros, deixando de apoia-la.  Talvez você passe a se irritar facilmente  e dê "patadas" e foras constantemente. Bem, são inúmeras as maneiras que aquela mágoa guardada, mesmo estando bem escondida, vai se manifestar de forma prejudicial no seu relacionamento.
Por mais que tenhamos o desejo sincero de ficar bem com o outro, acabamos agindo de forma negativa. E depois não nos entendemos e ficamos frustrados. Só é possível se libertar dessa força sabotadora curando profundamente suas raízes: dissolvendo as mágoas, raivas e ressentimentos de forma plena.
Existem formas de curar essas emoções, listando os eventos específicos, ou seja, as memórias que trazem mágoas e ressentimentos, e depois tentar dissolver todas essas emoções.
O resultado dessa liberação emocional é o que chamamos de perdão. Voltamos a ficar em paz. Sentimos alívio. Brotam sentimentos de compreensão, aceitação. Diminui a ansiedade, eleva a autoestima. O reflexo disso será visto na nossa forma de agir e pensar dentro do relacionamento.
Quando isso ocorre, entendemos que perdoar é algo que tem a ver apenas com nós mesmos. É um processo interior e não depende da mudança das pessoas e circunstâncias. Nossas mágoas e ressentimentos são uma tentativa equivocada de atingir a outra pessoa, como se isso fosse trazer algum tipo de justiça para que nós possamos finalmente ficar em paz.
Mesmo quando conseguimos punir e atingir a outra pessoa, os ressentimentos ainda vão permanecer dentro de nós,ou seja, o sofrimento que queriamos eliminar continua a existir. E talvez agora, somado a ele, surgirá frustração, culpa, vazio e sensação de perda de tempo. Vivemos em um estado de confusão emocional que nos leva a caminhos completamente ineficazes de se alcançar paz e felicidade.
O caminho mais simples é liberar nossas próprias emoções e realmente, não é fácil fazer isso sozinho utilizando força de vontade. Algo que parece impossível liberar, seguindo o método observaremos uma completa dissolução. Muitos ficam surpresos e espantados ao perceber uma emoção tão intensa literalmente será dissolvida. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Testando a Honestidade


Testando a honestidade de uma nação

"Em 1997, a publicação US News and World Report realizou uma pesquisa na qual se perguntava aos norte-americanos quem "levava jeito" para ir para o céu. Bill Clinton não se saiu muito mal, com 52 por cento dos entrevistados indicando que ele seria bem recebido nos portões celestiais. A princesa Diana obteve um resultado um pouco melhor, com 60 por cento dos votos. Em segundo lugar, veio a madre Teresa, com 79 por cento. Mas quem ganhou a eleição, registrando expressivos 87 por cento? A maioria das pessoas se colocou no topo da lista celestial. Será que realmente vivemos em comunidades e países habitados quase completamente por candidatos a santos?"



A parábola do Bom Samaritano

Em 1973 os psicólogos John Darley e C. Daniel Batson da Universidade de Princeton fizeram um estudo.  Neste estudo um grupo de futuros ministros religiosos foram orientados a prepararem um sermão  com base na parábola do Bom Samaritano. Nesta conhecida história bíblica, um homen é espancado por ladrões e abandonado na rua para morrer. Diversos clérigos passam por ele, mas não param. Por fim, um bom samarintano sai do seu caminho para dar assistência e a parábola termina chamando todos para dar ajuda aos necessitados.

Após o sermão os futuros ministros eram orientados a comparecerem a um outro edifício, onde deveriam fazer a sua preleção, e sem saberem estavam sendo monitorados pelo caminho. No trajeto, passaram por um homem (na verdade um ator) que precisava de ajuda. Ele estava recostado em um portal, com a cabeça abaixada e os olhos fechados.
Quando cada participante passava por ele, o ator emitia um gemido ensaiado e tossia duas vezes.Os pesquisadores queriam saber se os futuros ministros praticariam o que pregavam e ajudariam o homem. Embora estivessem a caminho de fazer um sermão sobre a importância de ser um bom samaritano, mais da metade dos participantes passou pelo homem sem parar. Alguns, na verdade, saltaram sobre ele.
Em uma verão ligeiramente modificada desse estudo, os pesquisadores disseram ao outro grupo de futuros ministros que eles precisavam chegar ao segundo edifício o mais depressa possível. Nessas circunstâncias, o nível de ajuda caiu para apenas 10 por cento.
A experiência é muito reveladora da natureza humana, inclusive da expressiva diferença entre as palavras e os atos dos indivíduos e de como um ritmo acelerado de vida pode ajudar a criar uma cultura de indiferença.
by Frederico Porto